Sangue nos olhos de Deus – Conto

Publicado: 10/07/2010 por raphaelribe em Eu Lírico
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Começo hoje uma idéia que eu não sei se é nova. Acredito que não, pois não há anda nesse mundinho que já não tenha sido pensado. É tudo reciclado. Um conto, seu nome é Sangue nos olhos de Deus, romance fictício de vampiros (sem Jacob ou vampiros que brilham a luz do sol) baseada no sistema de RPG Vampiro: A Mascara, não em suas historias, mas sim na visão que o sistema tem sobre os vampiros. Anseios, comportamento, modus vivendi. Claro que também terá todo o âmbito das lendas e do folclore que cerca o tema, para assim criar a visão particular que tenho de vampiros. Mas deixando de lado minha inspiração, a idéia seguirá da seguinte maneira: Escreverei os trechos do conto e esperarei os comentários dos leitores com idéias de como eles gostariam que a trama continuasse para assim criar uma historia feita por varias pessoas, mas escrita pela mão de um. Penso que assim eu possa não só fazer os leitores participar da historia, mas também enriquecê-la com idéias diferentes e valiosas. Espero que gostem e participem. Estarei esperando os comentários.

Aqui vai a primeira parte, espero que gostem.

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Sangue nos olhos de Deus

“Depois que a primeira gota de sangue é derramada a festa rubra que vem em seguida e só um detalhe.” Alexandre

Foi em extase, num espanto, agarrei-a e la estava, desnudo, quente, esperando por uma mordiscada apaixonada, mas nao, cravei-lhe a presa fria e infame e dela arranquei um jorro escarlate vivo. Suguei até que toma-se cor palida, frigida. Soltei-a em um baque oco, sem voz, que foi seguido de um suspiro que nao entendi se era de prazer ou morte. Estava preenchido, transbordando em frenesi de uma satisfacao indescritivel. Oh meu deus, o demônio mora em mim ou serei eu o próprio demônio. Pulei a janela olhando para tras em busca de resquisios esquecidos de minha aparicao, não poderia ser descoberto.

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Tome por hora apenas isso, Howard. Estou cansado e quero dormir. Dito isso Howard se levantou e com um aceno de cabeca saiu de meu escritório. Nao queria dormir, o sono nao me tomava a mais de uma semana, desde aquela noite, maldita noite. Era 5 para meia noite de uma sexta feira fria, fria até demais para o outono que já se extendia por mais de um mês. Nao de costume tomei uma viela que ouvira ser atalho de meu destino, a morada de minha amada. As sombras se estendiam quanto mais eu adentrava naquela rua de chão de pedra frio e ar carregado de doença. Rato, gato, era uma festa, a caçada noturna pela sobrevivência. Em meio à vida sombria da escuridão ouço som estrindente de faca sendo desembanhada. Maldito dia em que decido me aventurar pelo desconhecido, descuido-me e termino com um rasgo no bucho. Carregava a faca um homem alto de feiçao demente, andando devagar e deixando para tras a sombra que o o cobria, apontou-me a faca que luziu com a luz do luar. Relógio, jóia e dinheiro, nega-me e lhe arranco o coração. Disse e avançou em ameaça. Recuei de subito, instinto primal me fez encostar na parede e levar a mao no bolso em busca de meus bens, catei sem ver e arremessei tudo aos pés de meu algoz. Mais um olhar seguido e um arrepio na espinha fui tomado, mas forte do que antes, meu algoz estava no chão, com peito rasgado e banhado de sangue. Apaguei de medo ou a morte lhe veio instantaneamente? Não pude entender. Olhei para todos os lados, nada estava ali, exceto eu e um cadáver ensopado e tremulo de agônia. Maldição! Exclamei. Preciso sair daqui.

Fora difícil acertar o buraco da chave, se esquivava de minha mão com agilidade desportista. Entrei aos solavancos, esbarrando em mesa de canto, mesa de centro, não tolerando vaso ou ornamento, tudo ao chão. Algo me segue. Sentia, mas não sabia de onde. Onde me esconderei? Banheiro. Corri, tranquei a porta e sentei ao canto, apertando candelabro pesado que peguei pelo caminho. Vem, vem que te mato! Exclamava para mim mesmo sem saber ao menos o que estava me ameaçando.

- Ao menos descobrira que não pode fugir, menos ainda conseguira se salvar com este objeto medíocre que segura. Empalideci antes de a voz terminar. Vinha do outro lado da porta, não estava errado, alguma coisa me seguia, alguém me seguia. Quem é você – gaguejei. Sou teu destino Sr. Alexandre, e se isso é bom ou ruim, só o senhor para dizer. Esperarei o senhor em sua sala, não demore… E a linha de telefone está cortada.

Continua…

Comentem! E se a idéia vingar prometo o quanto antes fazer eu memso as ilustrações, ou se alguem se dispor a faze-las agardeço e muito. Abraços.

Twitter: http://twitter.com/raphaelribe

Comentários
  1. Felipe De Nadai disse:

    Você vai xingar muito no twitter, sério?

  2. Uia, o começo do Alexandre? Coloca na ficha dele “Futuro Negro -5″ assim ninguém vai se incomodar no futuro aahauhauhauah

    Na minha atual mesa “London by Night” tem um Giovanni, que faz as mesmas coisas que Alexandre. Acredito que irá gostar de ler a narrativa dele, se caso se interessar, me mande um recado no orkut ~^x

    Abração! Continue continue, estou a espera para devorar essas palavras!

  3. Anônimo disse:

    nossa você ainda escreve este blog?
    oque aconteceu? terminou denovo?
    hahahahahahahahahaha
    boa sorte!

  4. Dani disse:

    Gostei, mas falta um Jacob!!!
    Piadinha tosca, quando escrever o resto me avisa q eu comento mais.
    Bjo

  5. Dani disse:

    Ahh
    esqueci de dizer que estou ansiosa pelas ilustrações!!

  6. a Música tema do Filme Crepúsculo deveria ser:

    “Brilha brilha estrelinhaaa quero ver você brilhar!!!”

    Muhahahahahaha!!!

  7. raphaelribe disse:

    KKK! Maldade!

  8. Leon disse:

    pois é … por essas e outras q eu nunca pego atalho por vielas escuras … meu destino é um sádico e não seria divertido me encontrar com ele xD
    ótimo texto cara mto msm! (rashei do rasgo no bucho)

  9. Chapeuzinho disse:

    Texto bom… só que não sou muito fã de coisas escritas em primeira pessoa, mas é gosto pessoal prefiro textos mais diretos quando são nesse tipo de narrativa geralmente o autor enrrola demais… apesar de que vc é enrrolado logo….Bom enfim… concordo com a Dani falta um Jacob =P

  10. raphaelribe disse:

    Falta um Jacob… ah é?

  11. [...] de imediato o desenvolvimento do conto Sangue nos Olhos de Deus, já que muito de meus amigos pediram para que continuasse a [...]

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